O prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga, classificou como “perseguição política” o seu afastamento do cargo por 180 dias, determinado após uma operação da Polícia Federal que investiga supostos desvios de recursos públicos na área da Saúde. A decisão judicial foi expedida nesta quinta-feira (6) e ocorre um dia depois de o prefeito participar de compromissos em Brasília.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Manga demonstrou indignação e ironizou a medida: “Pessoal, acredite se quiser, me afastaram do cargo de prefeito”. Segundo ele, durante as visitas ao Palácio da Justiça e ao Congresso Nacional, teria recebido alertas de parlamentares sobre uma possível tentativa de tirá-lo da disputa eleitoral.
“O que a gente ouve de bastidores é que os caras tentam tirar do jogo qualquer um que ameaça a candidatura deles, e você tem sido uma ameaça tanto na questão do Senado, como em outros cargos”, afirmou o prefeito, sugerindo que a decisão teria relação com o cenário político.
Manga também associou o afastamento a suas declarações recentes. “Ontem fui falar de exército lá, para pôr exército na rua, me afastaram”, disse. O prefeito garantiu que não pretende abandonar a vida pública: “Eu não vou desistir de Sorocaba, não vou desistir do Brasil. Isso que eles estão tentando fazer vai fazer o nosso nome soprar ainda mais, porque o Deus do impossível não falha.”
A prefeitura de Sorocaba informou, em nota, que o vice-prefeito Fernando Martins da Costa Neto assumiu o cargo interinamente “para garantir a continuidade dos serviços públicos e o funcionamento regular da Administração Municipal”.
O prefeito prometeu se pronunciar novamente nos próximos dias: “Eu vou verificar tudo que aconteceu, vou estar informando vocês. Beijo do Manga, vamos fazer do Brasil o melhor país do mundo para se viver.”
Contexto:
O afastamento de Rodrigo Manga ocorre no âmbito de uma investigação da Polícia Federal que apura possíveis irregularidades em contratos da Saúde municipal.



