Esse aumento expressivo é reflexo de uma combinação de fatores econômicos que têm pressionado o agronegócio, como juros elevados, queda nos preços das commodities e altos custos de produção. Marcelo Pimenta, chefe de agronegócios da Serasa Experian, destacou que esses fatores prejudicaram especialmente os produtores já endividados.
Fatores Econômicos Agravam a Crise no Campo
“O aumento dos juros, o preço ameno das commodities e os custos mais altos para a produção impactaram de forma negativa aqueles que já estavam comprometidos financeiramente”, afirmou Pimenta em entrevista à Bloomberg. Ele também explicou que, embora algumas regiões enfrentem maiores dificuldades, a crise não atinge todo o setor de forma homogênea.
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Minas Gerais e Mato Grosso Lideram Pedidos
Os Estados de Minas Gerais e Mato Grosso foram os mais impactados, registrando 31 e 28 pedidos de recuperação judicial, respectivamente. No primeiro trimestre de 2024, 86 produtores rurais individuais entraram com solicitações de recuperação judicial, elevando o total do primeiro semestre para 207 pedidos — um número mais de três vezes maior que o registrado no mesmo período de 2023.
Crescimento Também no Agronegócio em Geral
Além dos produtores rurais individuais, o agronegócio como um todo também experimentou um aumento no número de empresas solicitando recuperação judicial. No segundo trimestre de 2024, 94 empresas do setor fizeram pedidos, um aumento de 71% em relação ao mesmo período de 2023, segundo a Serasa Experian.
A situação financeira dos produtores rurais, especialmente os do setor de soja, se encontra em um cenário crítico, com preços baixos e custos de produção elevados. Embora o impacto varie entre diferentes regiões, muitas localidades enfrentam um cenário de crescente endividamento e dificuldades para manter as atividades agrícolas em funcionamento.