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Pastores entram na Justiça contra presidente do Consepa-MS por suposta má gestão e conflitos de interesse

Acosta nega acusação e fala em investigação parcial (Foto: Instagram Consepa-MS)

Cinco pastores acionaram a Justiça pedindo o afastamento de Wilton Melo Acosta da presidência do Conselho Estadual de Pastores Evangélicos de Mato Grosso do Sul (Consepa-MS), alegando conflito de interesses, ofensas a membros da entidade e falta de transparência na administração de recursos, especialmente em eventos como a Marcha para Jesus. Segundo os denunciantes, Acosta teria utilizado estrutura da entidade para fins pessoais, delegado funções a terceiros e se negado a prestar contas das receitas.

Apesar das acusações e de ter sido suspenso pelo Conselho de Ética da própria entidade, Acosta permaneceu no cargo após convocar uma assembleia em maio deste ano, antecipando a eleição prevista apenas para dezembro. Os autores da ação alegam que o procedimento ocorreu sem ampla divulgação e requerem a anulação dos atos da nova diretoria. O juiz responsável, no entanto, não concedeu tutela de urgência, justificando a necessidade de ouvir o acusado antes de qualquer decisão definitiva.

Além dos apontamentos éticos, conforme informações do portal TopMídia, a denúncia cita vínculos comerciais de Acosta por meio da empresa WK Comunicação, que teria recebido cerca de R$ 100 mil da Fundação de Cultura para intermediar eventos religiosos. Os pastores também questionam a atuação da agência Criative Music, contratada com recursos públicos para a Marcha para Jesus, e alegam que não havia prestação de contas regulares no conselho. Em sua defesa, Acosta nega irregularidades, classifica a denúncia como parcial e afirma que provará sua inocência no processo. O caso segue em análise judicial.