O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma nova versão do mapa-múndi com o Brasil posicionado no centro e o hemisfério sul no topo. Segundo o presidente do instituto, Marcio Pochmann, o objetivo é destacar o papel do país em fóruns internacionais como os Brics, o Mercosul e a COP30, que será sediada em Belém do Pará em 2025. A iniciativa reacende discussões sobre representações cartográficas e os limites entre simbolismo e função pedagógica.

O novo modelo segue uma proposta semelhante à apresentada em abril de 2024, quando o IBGE já havia centralizado o Brasil em um mapa escolar. Na ocasião, a publicação foi alvo de críticas por conter imprecisões técnicas relacionadas a formações geológicas e à separação dos continentes, o que levou à publicação de uma errata. Agora, com a inversão dos hemisférios, o debate se intensifica sobre o papel das representações geográficas no ensino e na comunicação pública.
Desde que assumiu a presidência do IBGE em 2023, conforme pontuado em publicação do portal Pleno News, Marcio Pochmann tem enfrentado críticas internas por supostas posturas autoritárias e por uma condução considerada ideologizada por parte do sindicato da categoria. Para especialistas e parte da sociedade, iniciativas como a do novo mapa levantam preocupações sobre o equilíbrio entre inovação simbólica e o compromisso com a precisão científica e educativa.































