Durante a abertura da 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe, realizada em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os países devem priorizar investimentos no combate à fome em vez de ampliar gastos militares. Ele mencionou os integrantes permanentes do Conselho de Segurança da ONU — China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia — e sugeriu que os líderes discutam alternativas para reduzir conflitos e ampliar ações voltadas à segurança alimentar.
O presidente também declarou que a fome ainda recebe pouca atenção de governos ao redor do mundo e ressaltou a necessidade de mobilização internacional para enfrentar o problema. Segundo ele, populações em situação de vulnerabilidade acabam sendo negligenciadas nas decisões globais.
Ao tratar da crise em Cuba, Lula atribuiu as dificuldades econômicas e energéticas do país às sanções impostas pelos Estados Unidos desde a Guerra Fria. Ele mencionou ainda o Haiti como exemplo de nação que também enfrenta grave insegurança alimentar. O governo brasileiro avalia a possibilidade de enviar ajuda humanitária à ilha caribenha. O evento contou com a presença do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, além de ministros brasileiros e representantes de países da região.





























