A investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) sobre supostos desvios de recursos da Santa Casa de Campo Grande identificou movimentações financeiras fracionadas entre empresas e pessoas físicas ligadas aos investigados. Segundo o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), foram registrados diversos saques em espécie de R$ 49.999, valor imediatamente inferior ao limite de R$ 50 mil citado na apuração em relação à comunicação obrigatória ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Para os investigadores, a repetição poderia indicar uma tentativa de dificultar o rastreamento da origem e do destino dos recursos.
As movimentações foram identificadas após a quebra de sigilo bancário e envolveriam empresas contratadas pela Santa Casa, entre elas a Redvalue Tecnologia, Administração e Serviços Ltda., responsável por um contrato de digitalização de documentos. O MPMS aponta possíveis vínculos entre empresas que participaram da contratação e pessoas investigadas, além de questionamentos sobre a comprovação dos serviços prestados. De acordo com a apuração, valores pagos pelo hospital teriam circulado entre diferentes contas antes de serem retirados em espécie, com registros de movimentações que, somadas, chegam a milhões de reais.
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As suspeitas integram a Operação Antidotum, que investiga possíveis crimes como peculato, falsidade ideológica, lavagem de capitais, fraude em contratações e organização criminosa. A Justiça autorizou prisões, afastamentos e mandados de busca e apreensão contra investigados. A Santa Casa informou que está colaborando com as autoridades e permanece disponível para prestar esclarecimentos. As acusações ainda são objeto de investigação e deverão ser analisadas no curso do processo.
Com informações do portal CG News.



