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Moraes cobra prova de convite oficial para Bolsonaro comparecer à posse de Trump

Alexandre de Moraes, do STF / Crédito: Gustavo Moreno/STF

Antes de decidir se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderá viajar aos Estados Unidos para participar da posse de Donald Trump, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a defesa apresente um convite oficial comprovando a participação.

O documento apresentado por Bolsonaro foi um e-mail enviado ao deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por um endereço não identificado, sem informações detalhadas sobre a programação do evento. Moraes destacou que o pedido de autorização para a viagem carece de “complementação probatória”, apontando que o convite fornecido não cumpre os requisitos formais exigidos.

Requerimento de Prova Oficial

Os advogados de Bolsonaro, Paulo Amador da Cunha Bueno e Celso Vilardi, devem agora apresentar um documento que “efetivamente comprove” o convite para o evento, de acordo com os termos do artigo 236 do Código de Processo Penal (CPP). Além disso, Moraes solicitou um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que deverá se manifestar após a apresentação do material complementar.

O e-mail enviado pelo endereço info@t47inaugural.com, direcionado a Eduardo Bolsonaro, dizia:

Confira o conteúdo do e-mail:

Caro Sr. Bolsonaro,

Esperamos que este e-mail o encontre bem.

Em nome do presidente eleito Trump, gostaríamos de convidar o presidente Bolsonaro e um convidado para a cerimônia de posse do presidente eleito Trump e do vice-presidente eleito Vance na segunda-feira, 20 de janeiro, em Washington, DC. Além disso, gostaríamos de estender um convite ao presidente Bolsonaro e um convidado para comparecer ao Starlight Inaugural Ball na noite de 20 de janeiro.

Para sua conveniência, você poderia nos informar se o presidente Bolsonaro poderá participar? Se sim, nós daremos continuidade com informações adicionais.

Obrigado,

Comitê de posse de Trump Vance

Próximos Passos
Com a exigência de comprovação documental, a decisão sobre a liberação do passaporte e da viagem de Bolsonaro ficará em suspenso até que as condições sejam atendidas. O passaporte do ex-presidente foi apreendido em fevereiro de 2024, no âmbito das investigações da Polícia Federal sobre tentativas de golpe de Estado.