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Moraes aplica nova multa a Allan dos Santos, que já acumula R$ 7,3 milhões

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou uma nova multa de R$ 15 mil ao influenciador Allan dos Santos por descumprimento de medidas judiciais. Foragido da Justiça brasileira desde 2021, Allan reside atualmente nos Estados Unidos e está proibido de realizar novas publicações nas redes sociais. Com a nova penalidade, o total de multas aplicadas a ele soma R$ 7.317.894,25.

A decisão foi tomada na segunda-feira (7) e publicada nesta quinta (10). De acordo com Moraes, o influenciador “insiste em desrespeitar as medidas cautelares impostas” e “continua desrespeitando” decisões da Corte. Entre as ações apontadas, está a publicação de vídeos e mensagens em redes sociais, apesar do bloqueio determinado de seus perfis.

Em uma publicação recente, Allan comentou a carta enviada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual o norte-americano defende o ex-presidente Jair Bolsonaro e menciona a possibilidade de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. “A tirania acabou com o aumento das taxas?”, escreveu Allan em seu perfil no X.

O ministro também mencionou uma postagem de 2 de julho, na qual Allan teria oferecido pagamento a usuários para reunir informações sobre servidores ligados ao STF. Segundo a decisão, essa conduta reforça o descumprimento das medidas cautelares.

Allan dos Santos é investigado em inquéritos no STF, incluindo os que tratam da divulgação de informações falsas e da atuação de supostas milícias digitais. Fundador do Terça Livre, o influenciador protagonizou um impasse entre o STF e a plataforma Rumble, que se recusou a cumprir ordens judiciais para suspender seu perfil. Em resposta, a plataforma foi bloqueada no Brasil em 2023. A Rumble e a Trump Media acionaram a Justiça dos Estados Unidos, alegando violação de leis norte-americanas.

A Advocacia-Geral da União (AGU) acompanha o caso. O influenciador solicitou asilo político ao governo norte-americano em 2020. O pedido segue em análise sob sigilo.