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Ministro Luiz Marinho ameaça demissão caso Lula corte benefícios trabalhistas

Crédito: José Cruz/Agência Brasil

Nesta quarta-feira (30), o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, declarou que não foi consultado sobre a possibilidade de cortes em gastos trabalhistas e que deixaria o cargo caso medidas nessa direção sejam tomadas sem sua participação. A declaração de Marinho ocorreu em meio a pressões de setores do mercado financeiro sobre o governo, que têm influenciado a alta do dólar, chegando a R$ 5,77 ao meio-dia do mesmo dia.

O ministro foi firme ao afirmar que, até o momento, não houve qualquer discussão no Executivo para cortar benefícios como o seguro-desemprego e o abono salarial. “Se nunca discutiu comigo, essas medidas não existem. Se eu sou responsável pelo tema trabalho e emprego, a não ser que o governo me demita,” afirmou Marinho, indicando que só um afastamento involuntário justificaria sua saída frente a cortes na área trabalhista.

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Questionado se pediria demissão caso os cortes avançassem, Marinho declarou: “Se eu for agredido, é possível. Uma decisão sem minha participação, em um tema meu, é uma agressão. E não me consta que nenhum ministro de Estado tenha discutido esse assunto [de corte de gastos]”.

Marinho reiterou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem frisado a intenção de evitar cortes que afetem diretamente o trabalhador, indicando que a busca por ajustes orçamentários deve se focar em áreas que não atinjam direitos essenciais. O ministro ainda reforçou que o combate a fraudes é uma responsabilidade de qualquer gestor e que isso, sim, deve ser prioridade.

Para ele, benefícios como o seguro-desemprego e o abono salarial não devem ser vistos como despesas desnecessárias, mas como direitos fundamentais. “O que é gasto? Coisa desnecessária. Se tiver coisa desnecessária tem que cortar,” finalizou, reforçando sua posição contrária a qualquer medida que prejudique os trabalhadores e ressaltando a importância de manter um orçamento que preserve esses direitos.