O Ministério Público do Rio de Janeiro anunciou uma investigação emergencial sobre o contrato firmado entre a Fundação Saúde, vinculada à Secretaria Estadual de Saúde, e o laboratório privado PCS Labs Saleme, localizado em Nova Iguaçu. A medida surge após a confirmação de que seis pacientes contraíram HIV após receberem transplantes de órgãos, levando à interdição do laboratório.
A situação gerou uma série de especulações, principalmente em relação ao vínculo do então secretário de Saúde do Rio, Doutor Luizinho (PP-RJ), que é parente dos sócios do laboratório. O contrato foi estabelecido em 2022, durante sua gestão na pasta, e desde então, o PCS Labs Saleme recebeu quase R$ 20 milhões em pagamentos, de acordo com dados do Portal da Transparência.
O MP declarou em nota que a investigação avaliará não apenas os danos causados pela suposta falha no serviço prestado, mas também possíveis irregularidades no processo licitatório, em decorrência das relações familiares envolvidas.
Após a repercussão negativa, a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro suspendeu o contrato com o laboratório. Em sua defesa, Doutor Luizinho afirmou que não participou da escolha do PCS Labs Saleme e lamentou o ocorrido, desejando que a investigação resulte em punições exemplares para os responsáveis pelos casos de contaminação.
A investigação do MP promete trazer à tona detalhes sobre a relação entre as partes e os procedimentos adotados na licitação, em um caso que levanta preocupações sobre a segurança nos transplantes e a transparência nas contratações públicas.



