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Manifestantes protestam contra mãe de bebê morta após estupro cometido pelo pai em Camapuã

Imagem: Frame de vídeo postado nas redes sociais

Um grupo de aproximadamente dez mulheres realizou um protesto na tarde desta sexta-feira (11), em frente à residência da mãe da bebê Ísis, de 1 ano e 9 meses, que morreu após ser estuprada pelo próprio pai em Camapuã (MS). O grupo manifestou indignação com o crime e cobrou a responsabilização da mãe por possível omissão.

Durante o ato, registrado em vídeo, as manifestantes utilizaram expressões de repúdio e afirmaram que a mãe não teria agido diante dos sinais de maus-tratos à criança. Algumas frases apontaram a genitora como negligente. A Polícia Militar acompanhou a movimentação, que permaneceu pacífica.

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Segundo informações, a manifestação teria surgido de forma espontânea, motivada pela repercussão do caso e pela carga emocional envolvendo a morte da criança.

Sinais anteriores de negligência

A bebê havia sido internada em 28 de junho no Hospital Universitário de Campo Grande, em condições consideradas graves. De acordo com nota da instituição, ela apresentava infecção na traqueostomia, pneumonia, piolhos e larvas em feridas. A criança já tinha histórico de problemas respiratórios, convulsões e usava traqueostomia.

Durante a internação, a bebê respondeu bem ao tratamento, ficou estável e foi submetida a uma cirurgia para limpeza e troca da cânula. Teve alta hospitalar no dia 8 de julho. No dia seguinte, foi levada ao hospital de Camapuã em estado crítico, mas não resistiu.

Conforme boletim de ocorrência, exames médicos constataram lesões vaginais e anais. A Polícia Militar foi acionada e interrogou os pais. O pai da criança confessou o estupro, alegando histórico de abuso sexual na infância e dizendo não ter conseguido controlar seus impulsos. Foi preso em flagrante.

Investigação em andamento

A mãe inicialmente declarou desconhecer os abusos, mas agora é investigada por omissão, já que a criança apresentava indícios de maus-tratos antes do crime. A polícia apura se a genitora sabia ou deveria saber das agressões e negligências que precederam o estupro e a morte da filha.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil. A morte da bebê gerou forte repercussão e levantou discussões sobre falhas na rede de proteção à infância e responsabilidades legais de pais e cuidadores diante de sinais claros de vulnerabilidade.

As informações são do portal TopMídia.