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Justiça condena família a pagar R$ 600 mil a vítima de escravidão contemporânea no RJ

Idosa viveu por décadas sem qualquer salário ou benefício (Foto: Reprodução)

A Justiça do Trabalho condenou uma família no Rio de Janeiro a pagar R$ 600 mil em indenização e verbas trabalhistas a uma mulher mantida em situação análoga à escravidão por mais de 73 anos. O caso, considerado o mais longo da escravidão contemporânea no Brasil, teve desfecho na 30ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, que reconheceu o vínculo empregatício da vítima.

A mulher, resgatada em 2022 pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Superintendência Regional do Trabalho, começou a trabalhar para a família aos 12 anos de idade e, ao longo de sete décadas, não recebeu salário nem teve direitos trabalhistas garantidos. Durante esse período, foi submetida a condições degradantes e exploração por três gerações da mesma família. A sentença determina ainda o pagamento de R$ 300 mil por dano moral coletivo.

A procuradora do Trabalho Juliane Mombelli destacou que a decisão representa um avanço no combate à escravidão contemporânea no país. O caso reforça a necessidade de fiscalização e medidas mais rígidas contra esse tipo de crime, que ainda persiste no Brasil.