A juíza boliviana Lilian Moreno foi presa nesta segunda-feira (5), em Santa Cruz de la Sierra, após anular, na semana passada, uma ordem de prisão contra o ex-presidente Evo Morales. A decisão da magistrada foi posteriormente revertida por outro tribunal, e o Ministério da Justiça apresentou denúncia contra ela por suposta prevaricação e desobediência a resoluções constitucionais.
A magistrada também havia rejeitado o bloqueio de bens e a proibição de saída do país impostas a Morales, acusado de ter mantido, em 2015, uma relação com uma adolescente de 15 anos, com quem teria tido uma filha no ano seguinte. Segundo a acusação, o ex-presidente ainda teria concedido benefícios aos pais da jovem, que integrava a guarda juvenil de seu partido. Morales nega todas as acusações.
Após sua detenção, Moreno foi levada a La Paz em voo comercial, onde deverá prestar depoimento ao Ministério Público. A situação provoca apreensão no meio jurídico boliviano, que acompanha com atenção os desdobramentos do caso, marcado por tensão política e delicadas questões institucionais envolvendo independência judicial e responsabilização de agentes públicos.
Fonte: AFP.



