A Comissão Especial da Câmara Municipal de Campo Grande se reuniu nesta segunda-feira (5) para discutir os impactos do aumento do IPTU 2026 e acompanhar de perto as reclamações de contribuintes sobre os valores cobrados nos carnês.
De acordo com a Prefeitura, o reajuste oficial do IPTU é de 5,32%, índice correspondente à inflação medida pelo IPCA-E, sem aumento real do imposto. No entanto, moradores e comerciantes relatam que, na prática, os valores finais apresentados nos boletos ficaram bem acima desse percentual, com registros de aumentos que variam de 20% a mais de 300% em alguns casos.
Outro ponto que tem gerado insatisfação é a redução do desconto para pagamento à vista, que caiu de 20% para 10%. A mudança impacta diretamente quem costuma quitar o imposto em parcela única e, segundo estimativas, pode representar uma arrecadação adicional de cerca de R$ 50 milhões aos cofres municipais.
Além disso, muitos contribuintes afirmam que o valor elevado do carnê está ligado à taxa de coleta de lixo, que passou por atualização e é cobrada junto com o IPTU, ampliando a sensação de aumento expressivo no total a ser pago.
Diante do cenário, os vereadores que integram a Comissão Especial defendem a suspensão do reajuste, a retomada do desconto de 20% para pagamento à vista e maior transparência nos critérios utilizados para o cálculo dos valores. O grupo também pretende aprofundar o diálogo com o Executivo e ouvir representantes da sociedade civil e do setor produtivo.
Entidades como a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) já se manifestaram contra o que classificam como aumento abusivo, alertando para os reflexos negativos no comércio e na economia local.
A comissão seguirá acompanhando o tema com reuniões técnicas e debates públicos, com o objetivo de buscar alternativas que reduzam o impacto do imposto no bolso do campo-grandense e garantam os direitos do contribuinte.
Ver essa foto no Instagram



