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IPTU dispara até 180% em Campo Grande e revolta moradores

Moradores de Campo Grande relatam aumentos de até 180% no IPTU de 2026, apesar de a prefeitura ter anunciado reajuste oficial de 5,32%. A elevação estaria ligada a mudanças na Planta Genérica de Valores (PGV), feitas por decreto pela prefeita Adriane Lopes (PP).

Levantamento com base na comparação entre os valores pagos em 2025 e os lançamentos previstos para 2026, a partir de amostragem de inscrições imobiliárias, aponta imóveis com o imposto dobrado ou até triplicado de um ano para o outro. Em muitos casos, não houve reformas, ampliações ou alterações que justificassem a alta.

A PGV é o instrumento usado pela prefeitura para definir o valor venal dos imóveis, que serve de base para o cálculo do IPTU. A tabela considera fatores como localização, padrão da construção, infraestrutura do bairro e uso do solo. Com a atualização desses parâmetros, o valor do imposto pode subir mesmo sem mudanças físicas no imóvel.

De acordo com o advogado Hugo Conforte, que representa um grupo de contribuintes, o aumento real está muito acima do divulgado oficialmente. Segundo ele, há casos com reajustes médios entre 30% e 50%, chegando a percentuais extremos sem apresentação de estudos técnicos detalhados que expliquem os novos valores.

A atualização da PGV foi feita por decreto, o que dispensa votação na Câmara Municipal quando o Executivo classifica a medida como ajuste técnico. Com isso, as alterações entram em vigor sem amplo debate público ou transparência sobre os critérios adotados.

Ainda segundo o advogado, muitos contribuintes só devem perceber o impacto nos próximos meses, já que os carnês do IPTU ainda não foram entregues. Parte da população terá acesso aos novos valores apenas ao emitir os boletos pela internet ou ao procurar a Central do Cidadão, com a surpresa prevista para o pagamento à vista em janeiro ou da primeira parcela em fevereiro.

*Topmídia News.