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Horário de Verão em 2024: ONS recomenda retomada, mas decisão ainda é incerta

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O futuro do horário de verão em 2024 ainda está envolto em incertezas, embora o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) tenha recomendado a sua retomada nesta semana como uma estratégia para mitigar o estresse energético causado pela crise hídrica. Durante uma coletiva de imprensa, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que outras alternativas estão sendo avaliadas, mas a decisão final caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve se pronunciar até o início de outubro.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, já manifestou seu apoio à proposta de retorno do horário de verão. Na quinta-feira (19), o ONS apresentou um plano de contingência que inclui essa medida, considerada viável para o planejamento energético até 2026. Essa recomendação surge em um momento crítico, já que o Brasil enfrenta a pior seca dos últimos 94 anos, dificultando o atendimento à demanda de energia.

A retomada do horário de verão é vista como uma forma de maximizar a geração de energia solar, especialmente durante os horários de pico, que ocorrem entre as 18h e as 19h. Nesse período, a geração solar diminui rapidamente, o que tem levado o ONS a acionar usinas térmicas, que, embora mais confiáveis, são mais caras e não produzem energia limpa. Segundo Silveira, essa medida poderia resultar em uma economia de até R$ 400 milhões.

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Se a decisão for confirmada, os relógios seriam adiantados em uma hora a partir da meia-noite da data inicial e, ao final do período, seriam atrasados em uma hora. Vale ressaltar que essa mudança abrange apenas uma parte do território nacional, incluindo os Estados de Goiás, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

O horário de verão foi instituído no Brasil pelo Decreto nº 6.558/08 e modificado pelo Decreto nº 9.242/17, com o objetivo de otimizar o uso da luz solar e reduzir o consumo de energia elétrica durante os meses de maior demanda. A expectativa agora é por uma definição clara do governo, que poderá impactar significativamente o setor energético e a economia do país nos próximos meses.

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