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Haddad sobre bloqueio orçamentário: “Pode ser um pouco acima de R$ 5 bilhões”

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (21) que o bloqueio orçamentário a ser divulgado pelo governo será em torno de R$ 5 bilhões, com possibilidade de um pequeno ajuste para cima. O anúncio oficial ocorrerá nesta sexta-feira (22), quando o governo apresentará o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas do 5º Bimestre.

“Talvez seja um pouquinho mais, um pouquinho mais que isso, mas na casa dos R$ 5 bilhões. É uma pequena variação que pode acontecer dependendo de uma variável que está sendo apurada pelo Planejamento, mas é em linha com o número que foi adiantado”, explicou Haddad.

Cumprimento da Meta Fiscal

Haddad garantiu que o governo está confiante no cumprimento da meta de resultado primário de 2024, que prevê zerar o déficit fiscal com tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB. Ele destacou que as receitas têm se comportado dentro das expectativas, reforçando o compromisso com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

“Nós estamos desde o começo do ano dizendo, reafirmando contra todos os prognósticos, não vai haver alteração de meta do resultado primário. E nós estamos, já no último mês do ano praticamente, convencidos de que nós temos condições de cumprir a meta estabelecida na LDO do ano passado”, declarou.

Medidas de Ajuste Fiscal

Na próxima segunda-feira (25), Haddad e sua equipe apresentarão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a minuta das medidas de ajuste fiscal planejadas. O ministro também destacou o acordo com o Ministério da Defesa como parte desse pacote de iniciativas.

A divulgação das medidas poderá ocorrer na segunda ou terça-feira (26), dependendo da definição do cronograma após a reunião com o presidente.

Arcabouço Fiscal e Expectativa Econômica

Haddad elogiou o arcabouço fiscal como uma ferramenta essencial para equilibrar o orçamento e trabalhar na trajetória da dívida pública. Ele ressaltou que essas ações buscam criar condições para a retomada da queda dos juros no futuro próximo.

“Para que nós tenhamos tranquilidade de continuar crescendo com a inflação dentro da meta, mirando o centro, que é isso que nós queremos”, concluiu.

Créditos: Pleno News