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Haddad nega impacto nas contas públicas com isenção de IR para renda até R$ 5 mil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (28) que a proposta de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil não terá impacto negativo nas contas públicas. A medida, uma das promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está projetada para gerar um impacto de R$ 35 bilhões, mas será compensada pelo aumento na tributação de pessoas com renda acima de R$ 50 mil mensais.

Em coletiva no Palácio do Planalto, Haddad destacou que o governo está comprometido com a neutralidade fiscal, seguindo o mesmo princípio aplicado na reforma tributária em tramitação no Congresso Nacional.

“A reforma tributária, tanto do consumo quanto da renda, tem um pressuposto que foi anunciado no começo do governo e que será mantido, se depender do Executivo. A reforma tributária, tanto do consumo, que está em fase final de tramitação no Senado Federal, quanto da renda, tem o pressuposto da neutralidade fiscal. A reforma tributária não visa nem aumentar nem diminuir a arrecadação”, afirmou o ministro.

A Receita Federal elaborou o projeto ao longo de um ano para garantir que as mudanças não afetem as despesas governamentais. Segundo Haddad, a medida está bem estruturada para atender ao objetivo sem desbalancear o orçamento:

“Ela tem um impacto de 35 bilhões de reais, mas que é neutralizada pela compensação. É um projeto muito bem pensado; há um ano a Receita Federal está estudando esse assunto”

Tramitação no Congresso

Para que a isenção entre em vigor, a proposta precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional. O presidente Lula já apresentou a ideia aos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), assegurando apoio para sua tramitação em 2025.

“SNós dissemos e nos comprometemos que íamos encaminhar assim que o imposto sobre consumo tivesse avançado, e o governo optou por este momento, sabendo que o Congresso vai se debruçar sobre um tema que é complexo, mas menos complexo do que a reforma sobre o consumo”, explicou Haddad.

Cenário Atual

Atualmente, a faixa de isenção do IR é para quem ganha até R$ 2.824 mensais. Caso aprovada, a nova regra passará a valer a partir de 2026.