AGORA
AGORA NO PORTAL

Últimas matérias

Grupo de matadores cobrava para espionar ministros do STF, segundo Polícia Federal

A Polícia Federal identificou um grupo composto por militares da ativa, da reserva e civis frequentadores de clubes de tiro durante as investigações sobre o assassinato do advogado Roberto Zampieri, conhecido como “lobista dos tribunais”. O grupo, segundo a PF, se autodenominava Comando C4 (Comando de Caça Comunistas, Corruptos e Criminosos).

De acordo com informações da corporação, a organização criminosa mantinha estrutura voltada à prática de espionagem, com suposta cobrança de valores entre R$ 100 mil e R$ 250 mil para monitoramento de autoridades como deputados, senadores e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Continue após a publicidade

Armas e materiais apreendidos

Durante operação deflagrada nesta quarta-feira (28), em Minas Gerais, a PF apreendeu armas e equipamentos descritos como de uso militar. Entre os itens recolhidos estão:

  • Fuzis com silenciador

  • Pistolas com silenciador

  • Lança-rojão tipo AT 34

  • Minas magnéticas

  • Explosivos com acionamento remoto

Parte do material foi encontrado em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em imóvel ligado a Gilberto Louzada da Silva, instrutor de tiro que foi um dos alvos da ação.

A investigação também encontrou documentos escritos à mão com nomes de autoridades brasileiras. Segundo a PF, ainda não há confirmação de que haveria planejamento de crimes contra essas pessoas.

Andamento da investigação

Os elementos apreendidos, como listas com nomes e valores, estão sendo analisados pelos investigadores. A PF afirma que segue apurando a extensão da atuação do grupo, bem como eventuais conexões com outros crimes.

O caso permanece sob sigilo judicial, e até o momento não foram divulgados detalhes sobre eventuais denúncias formais ou prisões relacionadas ao grupo.