Funcionários do Resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná, afirmam que o empreendimento é tratado internamente como ligado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli. As informações foram publicadas na coluna da jornalista Andreza Matais, do Metrópoles.
Embora o nome do ministro não conste formalmente nos registros do hotel, empregados relatam que o local é conhecido na região como o “resort do Toffoli”. O empreendimento foi construído por familiares do magistrado e abriga um espaço destinado a jogos.
Segundo a publicação, o resort conta com máquinas de vídeo loteria, modalidade cuja exploração foi autorizada aos estados após decisão do STF em 2020. Na ocasião, o ministro Dias Toffoli acompanhou o voto do relator, Gilmar Mendes. Apesar disso, a legislação brasileira segue proibindo jogos de cartas com apostas em dinheiro e a atuação de dealers.
A coluna também relata que o resort já foi fechado para a realização de um evento privado no fim de 2025, destinado a familiares e convidados do ministro. Funcionários disseram que a festa mobilizou toda a equipe do hotel e contou com a presença de convidados famosos.
O empreendimento esteve ligado, em diferentes momentos, a negócios envolvendo pessoas próximas ao Banco Master e ao grupo J&F. Toffoli é relator, no STF, de investigação envolvendo o Banco Master e já atuou em processos relacionados à J&F.
Procurado pelo Metrópoles, o advogado Paulo Humberto negou a existência de jogos ilegais no resort e afirmou que as mesas de cartas são usadas apenas para entretenimento dos hóspedes. O ministro Dias Toffoli não respondeu aos questionamentos da reportagem.



























