A Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau informou que não poderá concluir a apuração dos votos após a invasão de sua sede por homens armados. Durante a ação, foram levados computadores, documentos e as atas usadas no processamento dos resultados, o que inviabilizou tecnicamente a continuidade do trabalho.
O ataque ocorreu enquanto o país enfrentava forte instabilidade política. Dias antes, militares haviam anunciado a deposição do presidente Umaro Sissoco Embaló e a suspensão do processo eleitoral, assumindo o controle do governo sob a justificativa de restaurar a ordem.
Com a apuração interrompida e o processo eleitoral suspenso, a Guiné-Bissau entra em um período de incerteza institucional. A ausência das atas impede qualquer definição oficial sobre o resultado, e o retorno ao curso democrático dependerá de novas garantias de segurança e de transparência no sistema eleitoral.





























