Os Estados Unidos preparam uma ofensiva contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que possam votar pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A movimentação deve começar já na próxima semana, com declarações públicas de autoridades norte-americanas.
Segundo fontes ligadas ao governo norte-americano, o vice-secretário de Estado, Christopher Landau, e o secretário de Estado, Marco Rubio, devem se manifestar na rede X sinalizando a possibilidade de aplicar sanções da Lei Magnitsky contra magistrados brasileiros. O alvo principal seriam integrantes da Primeira Turma do STF, responsável pelo julgamento de Bolsonaro.
Reação da AGU
Em resposta, a Advocacia-Geral da União (AGU) iniciou conversas com um escritório de advocacia contratado nos EUA para avaliar estratégias de defesa e possíveis recursos no Judiciário norte-americano.
Apesar da pressão, o ministro Alexandre de Moraes tem defendido, até o momento, uma saída diplomática, apostando na atuação do Itamaraty para conter a escalada da crise. Nos bastidores, entretanto, outros ministros avaliam que será inevitável acionar mecanismos jurídicos caso as ameaças avancem.
Fontes da AGU afirmam acreditar que Moraes também pode aderir a uma ação conjunta em defesa dos magistrados, caso o movimento de Washington seja formalizado.



