A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou o projeto do Executivo que autoriza o Estado a contratar um empréstimo de R$ 424 milhões com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O recurso será usado para estruturar a Parceria Público-Privada (PPP) que terceirizará a gestão dos serviços não assistenciais do Hospital Regional de Campo Grande. As informações são do Correio do Estado.
O parceiro privado ficará responsável pela administração interna, manutenção predial e ampliação da unidade pelos próximos 30 anos. Entre as atividades incluídas estão lavanderia, alimentação, recepção e gestão de infraestrutura. O Estado continuará responsável pela assistência médica, equipes de enfermagem, regulação e fiscalização.
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Segundo o projeto, R$ 954 milhões serão destinados à criação de novos leitos e à construção de um novo prédio no mesmo terreno do hospital, ampliando a capacidade anual para 132 mil atendimentos. A empresa contratada também será responsável pela execução dessa expansão.
Votaram contra a proposta os deputados Zeca do PT, Pedro Kemp, Gleice Jane e João Henrique Catan.
Com a aprovação, o texto segue para sanção do governador Eduardo Riedel. Depois disso, empresas interessadas em participar da PPP poderão enviar propostas até 1º de dezembro.
Reestruturação prevista
O Hospital Regional, hoje com 37 mil m², 362 leitos e 46 especialidades, permanecerá público, com atendimento 100% SUS e gestão assistencial sob responsabilidade do Estado.
O plano prevê a construção de dois novos blocos em até dois anos, com áreas de diagnóstico por imagem, UTI, UCO com 70 leitos, hemodinâmica, centro cirúrgico, CME e 180 novos leitos de internação. A reforma completa do prédio atual deve ser entregue em até quatro anos.
Ao fim das obras, a estrutura total deve chegar a 71 mil m², com ampliação de 362 para 577 leitos — aumento de 59% — e estacionamento com 753 vagas.



