Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra alunos do Centro de Ensino Acrísio Figueiredo, em São João Batista (MA), simulando atos sexuais em uma gincana escolar. A encenação ocorreu dentro de uma tenda montada como “motel” no pátio da escola — uma estrutura que, de forma inacreditável, foi permitida pela própria direção.
A repercussão nas redes forçou a escola a se pronunciar no sábado (27), pedindo desculpas à comunidade. Antes disso, silêncio absoluto. A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) também só se manifestou depois que o vídeo viralizou, classificando o episódio como isolado e repudiando a exposição dos alunos.
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É preciso ser claro: não se trata de “isolado”. O fato de a direção permitir a montagem de uma estrutura erótica no pátio, supervisionada por professores que não interromperam a atividade, revela negligência e descuido com a integridade dos estudantes. A postura de se fazer de desentendida diante do que acontecia mostra que a reação da escola e da Seduc foi motivada mais pela pressão pública do que pelo compromisso com a educação ou o bem-estar dos alunos.
A gincana, prevista no planejamento anual, deveria ter caráter cultural e educativo. Mas o que se viu foi o oposto: uma encenação de teor sexual que expôs adolescentes e levantou questionamentos sobre a supervisão e a responsabilidade da escola. Pedidos de desculpas não apagam a falha grave: deixar que crianças e adolescentes encenassem cenas eróticas dentro do espaço escolar é inadmissível.
Enquanto a Seduc promete apurar responsabilidades, fica evidente que é necessário mais do que notas oficiais. É preciso revisão de práticas pedagógicas, fiscalização efetiva e medidas concretas para que situações como essa nunca mais se repitam.



