CAMPO GRANDE
Brasil

Em entrevista à Veja, Riedel fala em união da direita para eleger Flávio Bolsonaro

Reprodução

publicidade

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (Progressistas), ganhou destaque em uma entrevista publicada pela revista Veja nesta sexta-feira (7). Candidato à reeleição, ele afirmou acreditar que as forças políticas de direita estarão unidas no segundo turno da eleição presidencial e criticou o que considera uma agenda ultrapassada do PT.

A reportagem relembrou a trajetória de Riedel, que passou por entidades ligadas ao agronegócio antes de chegar ao governo estadual em 2022. Após quase duas décadas no PSDB, o governador migrou para o Progressistas e trabalha pela própria reeleição, além de apoiar Flávio Bolsonaro à Presidência e aliados na disputa pelo Senado.

Segundo Riedel, Mato Grosso do Sul apresenta atualmente um cenário político diferente do observado nacionalmente, com uma ampla coalizão de partidos de direita em torno de sua candidatura. O governador também citou a presença de nomes competitivos para o Senado e a participação de Nelsinho Trad como suplente.

Na avaliação do governador, uma composição semelhante deverá ocorrer nacionalmente caso a eleição presidencial avance para o segundo turno. “Quando se entregam resultados, as forças políticas tendem a convergir em torno do projeto”, declarou. Questionado sobre o apoio a Flávio Bolsonaro em vez de Ronaldo Caiado ou Romeu Zema, Riedel explicou que a escolha representa a posição predominante de seu grupo político em Mato Grosso do Sul.

Leia Também:  Gilson Machado elogia Nikolas Ferreira por caminhada até Brasília

Durante a entrevista, o governador também comentou o caso envolvendo o Banco Master e aliados políticos. Riedel afirmou que as investigações atingem pessoas de diferentes campos ideológicos, inclusive da esquerda, e defendeu que não sejam feitos julgamentos antecipados. Para ele, cada envolvido deverá prestar esclarecimentos no momento adequado, enquanto o projeto político deve permanecer acima de nomes e partidos.

Riedel também afastou a definição de antipetista. Apesar de reconhecer a importância histórica do PT em governos anteriores, afirmou considerar que a atual agenda defendida pelo partido perdeu capacidade de responder aos problemas do país.

“O Brasil mudou e continuamos discutindo temas que já não respondem aos desafios atuais. Sinto falta de agenda mais clara voltada para equilíbrio fiscal, competitividade, modernização administrativa e crescimento econômico”, afirmou.

Entre as mudanças defendidas pelo governador estão projetos de longo prazo capazes de ampliar a segurança para investimentos, o fim da reeleição presidencial, a unificação das eleições e uma redução no número de partidos políticos. “Não faz sentido imaginar que existam mais de trinta projetos ideológicos diferentes convivendo ao mesmo tempo”, avaliou.

Leia Também:  Mãe que deixou bebê sozinho em hospital diz que adormeceu em casa; criança já recebeu alta

Na área da segurança pública, Riedel defendeu maior integração entre as forças policiais, investimentos e ampliação do uso de inteligência no enfrentamento ao crime organizado. Ele também se mostrou favorável à redução da maioridade penal, embora tenha ponderado que a mudança isoladamente não seria suficiente para resolver os problemas da criminalidade.

Ao falar sobre Mato Grosso do Sul, Riedel afirmou que o Estado atravessa um período de transformação econômica e pretende consolidá-lo como polo logístico, industrial e de serviços. Entre os projetos considerados estratégicos, voltou a destacar a Rota Bioceânica e a diversificação da economia sul-mato-grossense.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade