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Desvios, propinas e fraudes: operações revelam corrupção concentrada na Saúde e Educação

Foto: Divulgação | Midiamax

A Operação Dirty Pix, que identificou um desvio de R$ 5,4 milhões em recursos destinados ao Hospital Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia, reforça um cenário já observado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS): metade das ações deflagradas neste ano contra administrações municipais envolve esquemas de corrupção nas áreas de Saúde e Educação.

Conforme publicou o Correio do Estado, equipes do Gecoc cumpriram 18 mandados de busca e apreensão em Sidrolândia e Manaus. Entre os alvos estavam cinco vereadores e ex-vereadores, dois secretários e a vice-prefeita Cristina Fiuza (MDB).

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A investigação aponta que parte do dinheiro destinado à compra de um aparelho de ressonância magnética e um autoclave foi desviada pelo hospital em parceria com a empresa fornecedora, Pharbox Distribuidora Farmacêutica, que teria pago vantagens indevidas a parlamentares por meio de transferências via Pix.

Segundo o portal, a Saúde já havia sido alvo de outra grande ação: a Operação Auditus, deflagrada em julho em Nioaque, Bonito e Jardim. O MP identificou fraudes em licitações médicas entre 2019 e 2024, com desvio estimado em R$ 3 milhões.
Entre os alvos estava a ex-secretária de Saúde de Nioaque, Márcia Jara, que ocupou o cargo mesmo sem formação na área.

Esquemas na Educação

A Educação também concentrou investigações relevantes. Em fevereiro, a Operação Malebolge prendeu empresários e servidores em Água Clara e Rochedo, acusados de manipular licitações e alterar editais para beneficiar empresas. Os contratos irregulares somam mais de R$ 10 milhões, inclusive envolvendo compras para merenda escolar.

Em abril, a Operação Backstage revelou que a empresa Moura Produções teria vencido 10 licitações em Três Lagoas, totalizando quase R$ 9 milhões, sempre com indícios de direcionamento.

Já em outubro, a Operação Copertura mirou fraudes em licitações de kits escolares e alimentos em Miranda.

Operação Turn Off abriu caminho

Embora ocorrida em 2023, a Operação Turn Off é considerada central para desencadear ações posteriores. Ela identificou corrupção na SED/MS, SES/MS e na Apae de Campo Grande, com fraudes que ultrapassaram R$ 60 milhões somando as duas fases.

Ao todo, segundo dados reunidos pelo Correio do Estado, 10 operações foram deflagradas pelo MPMS neste ano, atingindo 12 municípios. Além de Saúde e Educação, houve investigações envolvendo contratos de publicidade, engenharia, pavimentação, tecnologia e obras.