Após 36 dias de intervenções, o Trevo Imbirussu voltou a receber o fluxo completo de veículos nesta terça-feira (11), marcando uma nova fase na mobilidade da região oeste de Campo Grande. A liberação das vias já impacta positivamente a rotina de quem utiliza o entroncamento, um dos principais acessos entre os bairros Imbirussu, Leblon e Universitário.
Com a reabertura, o local ganha novo desenho viário e passa a operar sob um sistema de circulação totalmente reorganizado. Algumas conversões deixaram de existir, outras vias tornaram-se de sentido único, e o acesso a determinadas avenidas agora deve ser feito por laços de quadra. A Guarda Civil Metropolitana permanece no local orientando condutores até que o novo fluxo seja assimilado pela população.
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Para o diretor de trânsito da Agetran, Ciro Ferreira, as mudanças estruturais representam um salto de qualidade na mobilidade.
“Algumas vias deixaram de ser mão dupla e viraram sentido único. Algumas conversões foram proibidas. É essencial que o motorista siga a sinalização e a orientação dos agentes”, ressalta.
Entre os principais ajustes:
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Sentido UFMS: quem vem pela Av. Marechal Deodoro/Brilhante deve acessar a Manoel da Costa Lima fazendo o retorno pelas ruas Potiguaras → Cuiabá → Clineu da Costa Moraes. A conversão à esquerda no trevo não é mais permitida.
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Sentido Jardim Leblon: quem vem pela Av. Marechal Deodoro/Bandeirantes deve seguir pela Rua Tabatinga e, em seguida, Manoel da Costa Lima, completando o laço de quadra previsto na nova sinalização.
Mobilidade com mais fluidez
Para quem vive e trabalha nas proximidades, o impacto da obra é evidente. O representante de vendas Flávio Gregório, morador há mais de 40 anos na região, percebe a diferença logo nos primeiros dias.
“Antes você demorava 10, 20 minutos no mesmo ponto. Era muito acidente, muito estresse, principalmente no pico. Agora o acesso ficou muito bom. Melhorou”, afirma.
O militar aposentado Fonseca, de 77 anos, também destaca a mudança de cenário.
“Era muito acidente, e agora mudou o panorama. A prefeitura está trabalhando muito, as coisas estão acontecendo. Tem muita benfeitoria aparecendo, é só observar”, diz.
Comércio também aprova
Além da fluidez no trânsito, comerciantes acreditam que o novo Trevo trará reflexos econômicos positivos. O advogado e empresário William Richard de Castro, dono de um comércio nas imediações, avalia que a revitalização já começa a gerar resultados.
“O Trevo foi praticamente refeito. Antes era tudo muito afunilado. Agora o fluxo passa em outro sentido e isso já está ajudando meu comércio. A praça aqui ao lado também era uma preocupação grande, com usuários de droga e insegurança. Com a revitalização, a região ganha novo fôlego.”
Na mesma linha, o proprietário de uma lotérica, Laerte Cazzadore Junior, elogia a intervenção:
“Era necessário. O Trevo estava muito tumultuado e defasado. Com a modernização, melhora para todo mundo. Com a sinalização completa vai ajudar o pessoal a entender o novo fluxo.”
Moradores e comerciantes concordam: a modernização do Trevo Imbirussu representa uma conquista esperada há anos, trazendo mais segurança, fluidez e valorização para a região.
Obras estruturantes continuam
A liberação do Trevo Imbirussu integra o corredor de transporte coletivo das avenidas Gunter Hans e Marechal Deodoro, que recebe investimento de R$ 9,6 milhões. O projeto inclui novo traçado, pavimentação, semaforização e paisagismo, com o objetivo de modernizar o sistema viário e facilitar o deslocamento entre os bairros da região oeste.
Com o Trevo entregue e o trânsito restabelecido, as demais etapas do corredor seguem em execução, consolidando uma das obras estruturantes mais importantes para a mobilidade urbana de Campo Grande.





