A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) alertou, durante audiência pública no Senado Federal nesta quarta-feira (28), que o crédito rural pode se tornar mais caro na safra 2025/2026. A entidade apontou fatores como inflação elevada, incertezas fiscais e aumento da dívida pública como elementos que pressionam o custo do financiamento para o setor agropecuário.
O assessor técnico da CNA, Guilherme Rios, destacou que a taxa básica de juros (Selic) está em 14,75% ao ano, o que compromete tanto o crédito privado quanto o crédito com subsídio governamental. Ele ressaltou que o orçamento previsto para as Operações Oficiais de Crédito (OOCs) neste ano é de R$ 14 bilhões — valor superior ao do ciclo anterior, mas ainda insuficiente frente à demanda do setor, estimada em R$ 1,2 trilhão anuais.
Durante a apresentação, Rios também criticou entraves no Plano Agrícola e Pecuário anterior, como a burocracia e a falta de instrumentos eficazes de seguro rural. Dos R$ 475 bilhões anunciados, apenas R$ 304 bilhões foram efetivamente contratados. A CNA defende a modernização do Proagro e a ampliação de recursos para o seguro rural, além da adoção de medidas regionais para atender de forma mais precisa às necessidades dos produtores em todo o país.


























