Documentos encaminhados pela Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal revelam um contrato de advocacia que previa até R$ 427 milhões em honorários, condicionados ao resultado de 12 processos envolvendo precatórios de interesse de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. As ações discutem indenizações relacionadas ao antigo Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) e poderiam representar cerca de R$ 8,5 bilhões em créditos para o banco. O contrato foi firmado com o escritório da advogada Camilla Ramos, esposa do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Mensagens extraídas do celular de Vorcaro, segundo a reportagem do Metrópoles, registram a expressão “Turma do KN” para se referir a Newton Ramos e Camilla Ramos, enquanto “KN” seria utilizado para identificar o ministro Kassio Nunes Marques, do STF. As conversas também mencionam pedidos atribuídos ao ministro, incluindo o pagamento de uma diária no hotel Fasano, além de registros relacionados a camarotes, hospedagens e outros eventos. Em um julgamento envolvendo precatórios do setor sucroalcooleiro, Camilla Ramos teria comemorado o voto de Nunes Marques pelo reconhecimento dos débitos.
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O desembargador Newton Ramos afirmou que sua esposa atua em causas cíveis para o Banco Master e que mantinha relação pessoal com Vorcaro antes dos fatos investigados, negando vínculo entre essas relações privadas e suas funções públicas. Já a defesa de Kassio Nunes Marques declarou que o ministro nunca votou em favor de Vorcaro ou do Banco Master, nunca trocou mensagens com o banqueiro e não autorizou terceiros a falar em seu nome. Segundo a manifestação, o julgamento citado tratava de uma tese ampla, aplicável a diferentes empresas, e não especificamente do Banco Master.


Fonte: informações divulgadas pelo Metrópoles e repercutidas por veículos como UOL e RedeTV!.








