A intervenção da Prefeitura de Campo Grande no Consórcio Guaicurus encontrou, em 16 de junho, R$ 415,1 mil disponíveis nas contas das empresas, enquanto havia um compromisso de R$ 1,03 milhão referente ao adiantamento salarial dos trabalhadores, com vencimento quatro dias depois. O valor disponível correspondia a cerca de 40% da folha prevista para aquele período. O cenário foi classificado pela equipe responsável como de forte fragilidade financeira e operacional.
O relatório preliminar também aponta que praticamente todo o crédito bancário disponível já estava comprometido. Das linhas de Conta Garantida que somavam R$ 11,8 milhões, cerca de R$ 11,73 milhões haviam sido utilizados. A intervenção também encontrou estoque crítico de diesel, com consumo médio de 26 metros cúbicos por dia, além de identificar uma modalidade de aquisição de combustível que, segundo o documento, poderia representar custo adicional superior a R$ 400 mil por mês.
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O levantamento aponta ainda um déficit operacional recorrente, dificuldades nos controles financeiros e R$ 6,62 milhões que o Consórcio Guaicurus tinha a receber da Prefeitura na data do início da intervenção. Em 15 de setembro, esse valor havia caído para R$ 4,88 milhões. O relatório também registra R$ 31,29 milhões em débitos das cinco empresas perante a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. A equipe ressalta que o diagnóstico é preliminar e que eventuais responsabilidades ainda dependem das apurações administrativas e auditorias previstas.
As informações são do portal CG News.



