A Câmara Municipal de Campo Grande se prepara para votar um Projeto de Lei que pode revolucionar a gestão da saúde pública na cidade. De autoria do vereador Rafael Tavares (PL), a proposta permitirá que Organizações Sociais (OS) – entidades privadas sem fins lucrativos – assumam a administração das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e de outros serviços de saúde municipais.
Inspirado em modelos de sucesso
O modelo sugerido segue o exemplo de estados como São Paulo, onde hospitais e unidades básicas de saúde passaram a ser geridos por Organizações Sociais. Segundo Rafael Tavares, a iniciativa tem como objetivo reduzir a burocracia, aumentar a eficiência do atendimento e agilizar processos como a contratação de profissionais e a compra de insumos médicos.
“O modelo de gestão terceirizada vem funcionando em São Paulo e trouxe agilidade e qualidade na saúde. A prefeitura repassa um valor por atendimento e monitora a qualidade do serviço, além disso, a gestão privada garante medicamentos sem enfrentar a burocracia da gestão pública”, afirmou o vereador.
Fase piloto antes da implementação total
Para minimizar riscos e avaliar os resultados na prática, o projeto prevê a implementação de uma fase de testes. “Esse projeto de lei permite que a Prefeita implemente um projeto piloto em algumas unidades de saúde para testar e, consequentemente, aderir em toda a rede pública se o resultado for positivo”, explicou Rafael Tavares.
Possíveis impactos e próximos passos
Caso aprovado, o novo modelo de gestão poderá significar uma mudança significativa na forma como os serviços de saúde são administrados em Campo Grande, com a expectativa de oferecer um atendimento mais ágil e eficaz à população. Enquanto isso, a proposta já gera debates entre vereadores e setores da sociedade, que acompanham de perto os desdobramentos dessa iniciativa inovadora.
A votação ainda deve ocorrer nas próximas sessões da Câmara, e o resultado poderá definir novos rumos para a política de saúde municipal.



