O acordo de cessar-fogo entre Israel e o movimento islâmico Hamas entrou em vigor na manhã deste domingo (19), na Faixa de Gaza. A medida, que deveria ter começado às 3h30 (horário de Brasília), foi atrasada em quase três horas devido a questões logísticas envolvendo a entrega dos nomes de reféns israelenses.
A trégua estabelece a suspensão dos ataques e a troca de reféns: três israelenses e 95 palestinos devem ser libertados ainda hoje. Segundo a emissora Al Jazeera, o atraso foi causado por dificuldades “técnicas de campo” alegadas pelo Hamas, enquanto Israel aguardava a lista oficial dos primeiros prisioneiros a serem libertados.
Ataques e Trocas de Reféns
Antes do início do cessar-fogo, Israel realizou novos ataques aéreos contra Gaza devido ao atraso na entrega dos nomes, resultando em 19 mortes, segundo a Al Jazeera. Entre os reféns israelenses a serem liberados estão Doron Steinbrecher, de 31 anos, Emily Damari, de 28, e Romi Gonen, de 24. Ao todo, o Hamas se comprometeu a libertar 33 reféns, enquanto Israel negocia a liberação de dezenas de palestinos.
O Conflito em Números
- Mortos e feridos: Em 15 meses de conflito, mais de 46.900 palestinos morreram e 110.750 ficaram feridos, de acordo com a Al Jazeera.
- Ataques de outubro de 2023: O conflito se intensificou após o Hamas sequestrar mais de 200 pessoas e matar 1.139 israelenses em uma ação no sul de Israel.
Ajuda Humanitária
Após a confirmação do cessar-fogo, palestinos começaram a retornar às áreas destruídas, levando consigo os poucos pertences restantes. A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) informou que 4 mil caminhões carregados com suprimentos humanitários aguardavam autorização para entrar em Gaza. Cerca de metade dos veículos transportava alimentos.
“Tanta esperança enquanto o tempo passa: que as armas finalmente se silenciem, que os reféns sejam reunidos com os entes queridos e que ajuda chegue às pessoas necessitadas”, declarou a UNRWA em publicação no X (antigo Twitter).
Créditos: Metrópoles



