Considerado um dos principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, foi transferido neste domingo (18) para a Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima. O criminoso foi preso no sábado (17), em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, onde estava foragido desde 2020.
A prisão ocorreu quando Tuta tentou renovar seu registro de estrangeiro com documentos falsos. A farsa foi descoberta por autoridades bolivianas, que acionaram a Polícia Federal (PF) do Brasil. Ele foi expulso do território boliviano e entregue à PF na cidade de Corumbá (MS), na fronteira entre os dois países.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que a transferência para o sistema penitenciário federal tem como objetivo isolar lideranças de alta periculosidade. Tuta foi escoltado até a capital federal em uma operação que envolveu 50 agentes da PF, incluindo 12 operadores do Comando de Operações Táticas (COT). O transporte até a penitenciária contou com 18 policiais penais federais, além de apoio das polícias Militar e Civil do Distrito Federal.
Tuta tem condenação de 12 anos de prisão no Brasil pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Desde 2020, seu nome constava na Lista de Difusão Vermelha da Interpol, utilizada para localizar e prender criminosos procurados internacionalmente.
De acordo com o Ministério Público de São Paulo, ele é apontado como operador financeiro do PCC e teria movimentado cerca de R$ 1 bilhão oriundos do tráfico internacional de drogas. As suspeitas foram alvo da Operação Sharks, deflagrada em 2020.
Na época, a polícia não conseguiu capturá-lo em seu endereço, mas gravações em áudio apontaram que Tuta teria subornado policiais da Rota com R$ 5 milhões em troca de informações sobre mandados de prisão. Segundo o Gaeco, parte do valor foi paga em espécie, com R$ 2 milhões de entrada.
O Ministério das Relações Exteriores também atuou na operação para garantir o retorno do criminoso ao país.



