Uma suposta professora trans da rede municipal de Campo Grande gerou polêmica ao aparecer em vídeo, publicado nas redes sociais, fantasiada de Barbie enquanto dava aula para crianças de até 7 anos. A própria educadora postou a gravação em um perfil aberto no Instagram, onde brinca: “Ganhei apelido de Barbie da Shopee”, enquanto interage com os alunos.
O vídeo repercutiu na sessão da Assembleia Legislativa desta terça-feira (11) e foi levado ao plenário pelo deputado João Henrique Catan (PL). Para ele, o caso mostra a importância da presença de celulares nas salas de aula para que os alunos possam fiscalizar situações como essa. “Fantasiado de travesti. Essa é a vestimenta para ir à sala de aula dar aula para crianças? O que isso contribui para o ensino?”, questionou o parlamentar.
Catan também criticou a exposição das crianças na gravação, alertando que a legislação exige autorização dos pais ou responsáveis para divulgar imagens de menores de idade. Ele cobrou explicações sobre o conteúdo ministrado e se houve autorização para a professora comparecer vestida daquela forma.
O caso dividiu opiniões entre os deputados. Rinaldo Modesto (Podemos) minimizou o episódio, classificando-o como um caso isolado, mas reforçou que situações assim devem ser evitadas. Já Gleice Jane (PT) acusou Catan de homofobia e afirmou que a crítica à professora trans era um ataque preconceituoso. “Uma mulher transexual tem o direito de ser professora. O que vimos aqui foi um discurso homofóbico e criminoso, que estimula a violência contra mulheres trans”, declarou.
O presidente da Assembleia, Gerson Claro (PP), disse que o assunto ainda precisa ser esclarecido com respostas da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Catan, por sua vez, afirmou que levará a denúncia aos vereadores do PL em Campo Grande para que o caso seja investigado.
A reportagem entrou em contato com a SEMED. Veja a nota encaminhada ao portal:



