A PMCG (Prefeitura Municipal de Campo Grande) decretou emergência em saúde pública por 90 dias. A medida foi decretada há dois dias, diante ao aumento viral de casos de pessoas com SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e busca por atendimentos na rede pública de saúde, incluindo as UTI’s (Unidades de Terapia Intensiva) voltada para crianças e recém-nascidos.
Na edição extra do Diogrande (Diário Oficial do Município), consta que o decreto é passível de prorrogação, buscando enfrentar a elevada taxa de ocupação de leitos, que tem pressionado o sistema de saúde local. Além disso, a medida autoriza a adoção de ações necessárias para gerenciar a crise, incluindo a mobilização de recursos e a ampliação da rede de atendimento infantil.
Ao falar sobre o assunto, a secretária municipal de Saúde, Rosana Leite de Melo, ressaltou que o plano de ação inclui a ativação do COE (Centro de Operações de Emergência) para SRAG, além da contratação de mais profissionais de saúde e a expansão de leitos.
68 mortes por SRAG neste ano em Campo Grande
Dados recentes indicam que já foram registradas 68 mortes e 1.033 casos de SRAG neste ano, na Capital sul-mato-grossense. Assim, ainda de acordo com a secretária, o aumento de internações preocupa, já que os hospitais estão operando com capacidade máxima.
Ao falar das medidas preventivas, Rosana ressaltou o uso de máscaras por pacientes sintomáticos, higienização das mãos e a vacinação contra a gripe, já que apenas 17% da população local está imunizada. “…a vacinação segue sendo nossa ferramenta mais eficaz”, finalizou.



