A Câmara Municipal de Campo Grande pode abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar contratos e a execução dos serviços de tapa-buracos na Capital. A iniciativa é da vereadora Luiza Ribeiro (PT), que busca o apoio de outros parlamentares para apurar a aplicação dos recursos públicos, a qualidade dos reparos e as causas da deterioração das ruas e avenidas.
Entre os pontos levantados está a redução dos recursos previstos para modernização e requalificação das vias urbanas, de mais de R$ 132 milhões em 2025 para pouco mais de R$ 40 milhões em 2026, segundo a vereadora. Ela também questiona o aproveitamento da estrutura do Consórcio CENTRAL MS, que possui uma usina de asfalto com capacidade de produção de 120 toneladas por hora. No primeiro semestre deste ano, a Câmara recebeu quase 9 mil solicitações de serviços de tapa-buracos.
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A proposta também considera investigações do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que incluem 12 ações de improbidade administrativa relacionadas aos serviços, além da Operação Buraco Sem Fim, que apura suspeitas de fraudes contratuais e pagamentos por trabalhos não realizados ou executados parcialmente. Caso seja instaurada, a CPI terá prazo inicial de 120 dias para examinar contratos, investimentos e possíveis irregularidades. A abertura depende do apoio de pelo menos 10 dos 29 vereadores da Casa.
As informações são do portal Enfoque MS.



