O bispo Dom Adair José Guimarães, da Diocese de Formosa (GO), participou neste sábado (30) do evento Desperta Brasil, em Brasília (DF), ao lado do frei Gilson Azevedo. Durante o encontro, o religioso fez uma oração na qual pediu a intercessão divina contra a chegada do comunismo ao país.
– Pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, venha sobre vós a bênção que nos impede de ter fome, guerra, doença e o comunismo – declarou Dom Adair.
Antes da prece, o bispo já havia pedido que a esperança dos brasileiros fosse preservada mesmo diante “de tudo aquilo que fere a dignidade humana” e disse acreditar que Deus derramará o Espírito Santo sobre o Brasil, que, segundo ele, precisa da ajuda divina.
Defesa dos presos do 8 de janeiro
Essa não é a primeira vez que o líder católico se posiciona em temas ligados à política. Em vídeos que circularam nas últimas semanas, ele criticou o que chamou de autoritarismo no país e defendeu os presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Em uma dessas mensagens, compartilhada pelo ex-ministro Adolfo Sachsida, Dom Adair questionou “como morrem os ditadores”, citando prisões de idosos e manifestantes. Segundo ele, “tirar a liberdade dos outros” e “prender pessoas que não devem” são atitudes que “clamam aos céus”.
O bispo contou ainda que recebeu um presente de José do Terço, idoso preso por rezar em manifestações. No presídio, o homem produzia terços de pano e ensinava outros detentos a orar.
– Vocês acham que essa oração foi esquecida por Deus? Nunca! – disse o religioso, ao defender que essas preces “vão abrir as portas do céu para a libertação do povo brasileiro”.
Críticas à Justiça
Dom Adair também já havia se manifestado sobre as condenações relacionadas ao 8 de janeiro. Em outubro de 2024, durante uma missa, afirmou que o Brasil vivia “uma ditadura” e que “o povo está sendo governado por ímpios”.
Na ocasião, criticou penas superiores a 17 anos e citou o caso da mulher condenada por escrever com batom na estátua da Justiça, comparando com políticos e familiares de condenados por corrupção que já estão em liberdade.
– Hoje no Brasil, quem defende família, liberdade e fé parece que não tem mais direito – afirmou.































