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Baixos níveis do Rio Miranda impactam turismo e pesca em Mato Grosso do Sul

Foto: Áureo Audi / Gazeta do Pantanal / Arquivo

O Rio Miranda, tradicionalmente reconhecido como um dos principais destinos para a pesca esportiva em Mato Grosso do Sul, enfrenta uma situação inédita em março de 2025. Dados do Serviço Geológico do Brasil (SGB) indicam que, no dia 13 de março, o nível do rio em Miranda estava em 1,44 metro, significativamente abaixo da média histórica de 3,97 metros para este período.

Essa redução no nível da água tem gerado preocupações no setor turístico local. Empresários de regiões como Passo do Lontra, conhecida por seus hotéis e pesqueiros, relatam escassez de peixes e temem os efeitos da continuidade da seca após o término da temporada de chuvas. Rogério Iehle, administrador de um pesqueiro na área, expressou surpresa com a situação, mencionando que, apesar das chuvas em Miranda, a água não tem chegado ao local como esperado.

A bacia do Rio Paraguai também sofre com a escassez de precipitações. Entre setembro de 2024 e fevereiro de 2025, a região registrou apenas 647 milímetros de chuva, bem abaixo da média histórica de 1.100 milímetros. Essa deficiência hídrica compromete a navegação e a saúde ambiental do Pantanal, afetando a migração de espécies aquáticas e aumentando a vulnerabilidade a queimadas.

segundo informações publicadas pelo portal Capital News, a situação do Rio Miranda é um reflexo das mudanças climáticas e da necessidade de práticas sustentáveis de uso da água. Especialistas destacam que o desmatamento das matas ciliares e o uso inadequado do solo contribuem para o assoreamento do rio, agravando a perda de profundidade e a biodiversidade.

A continuidade desse cenário exige ações coordenadas entre autoridades ambientais, setor turístico e comunidade local para mitigar os impactos e buscar soluções sustentáveis para a recuperação do Rio Miranda e de seus afluentes.