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Aumento da tarifa de ônibus pega população de surpresa e já começa a valer nesta sexta

Ilistrativa. Foto: Prefeitura de Campo Grande/Divulgação

A população de Campo Grande foi pega de surpresa com o anúncio do aumento da tarifa de ônibus, que passa a custar R$ 4,95, um reajuste de 3,51%. A informação foi divulgada na noite desta quinta-feira (23) pela Prefeitura, após uma determinação judicial, que obrigou o Executivo a realizar o aumento no valor do transporte coletivo na Capital de Mato Grosso do Sul.

O reajuste, que começa a valer já nesta sexta-feira (24), pegou muitos moradores de surpresa, já que não havia sido amplamente anunciado e causou indignação entre os usuários do transporte público. O aumento foi solicitado pelo Consórcio Guaicurus, que alegava a necessidade de adequação dos custos do serviço. A pressão do consórcio foi um dos principais fatores para a determinação judicial que forçou a Prefeitura a aplicar o aumento.

A decisão gerou um misto de reações, com muitos cidadãos questionando o impacto financeiro, especialmente em um momento de crescente inflação e dificuldades econômicas. Para os usuários, o aumento representa um custo extra que pesará no orçamento mensal, afetando principalmente aqueles que dependem do transporte público para se deslocar diariamente.

O vereador Carlos Augusto Borges, presidente da Comissão de Transporte da Câmara Municipal, expressou preocupação com o aumento, alegando que a Prefeitura poderia ter adotado outras medidas para negociar melhores condições com a empresa concessionária sem repassar o custo para a população. “O transporte público precisa ser uma prioridade para a gestão pública, e a população não pode ser penalizada constantemente com aumentos abusivos”, afirmou o parlamentar.

O aumento foi determinado em um processo judicial movido pelo Consórcio Guaicurus, que obteve uma decisão favorável após pressionar a Prefeitura, alegando que o não reajuste resultaria em multas diárias no valor de R$ 50 mil. A mudança nos preços já está em vigor, e a população terá que se adaptar à nova realidade dos custos de transporte na cidade.