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Assassinatos de candidata e irmã foram transmitidos a presidiário por videochamada, afirma polícia

Os assassinatos de Rithiele Alves Porto, candidata a vereadora de Porto Esperidião (MT), e sua irmã, Rayane Alves Porto, chocaram a cidade no último sábado (14/9). Torturadas até a morte, as irmãs foram vítimas de um crime brutal que teria sido orquestrado de dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, por um detento que acompanhou tudo em tempo real por uma videochamada. A polícia prendeu nove suspeitos envolvidos no caso.

Segundo o delegado Higo Rafael, responsável pelas investigações, o presidiário é o principal suspeito de ter encomendado as mortes. “Todos [os presos] confessaram. A todo momento [do crime], estavam em videochamada com um preso da PCE. Foram cerca de 3 horas de tortura e eles permaneceram cumprindo o que esse preso determinava. Tudo comandado de dentro do presídio. Um dos que confessaram disse que elas já tinham sido ‘decretadas’ pela facção”, afirmou o delegado ao G1, conforme matéria do Metrópoles.

Motivação para o crime:

Ainda de acordo com a polícia, uma publicação nas redes sociais das vítimas pode ter motivado o crime. Na postagem, as irmãs aparecem fazendo um gesto associado a uma facção criminosa rival ao PCC, o que teria levado à execução delas. No entanto, as autoridades não encontraram evidências de envolvimento direto das vítimas com atividades ilícitas.

Repercussão e prisões:

As nove pessoas envolvidas no crime foram presas no mesmo dia. As investigações continuam, e a polícia trabalha para entender a dinâmica e as ramificações do crime.

Com informações do portal Metrópoles.