O vereador Rafael Tavares (PL) voltou a pressionar o poder público por obras de recapeamento em Campo Grande e afirmou que a operação tapa-buracos “não resolve mais”. Segundo ele, a cidade vive um colapso na malha viária e a população não pode continuar pagando a conta dos remendos que se desfazem a cada chuva.
Para o parlamentar, o recapeamento completo é a única solução capaz de garantir durabilidade, segurança e economia. “Os bairros estão cansados de remendo. É dinheiro jogado fora. Tapa-buracos já era”, disse Tavares durante sessão da Câmara.
Temporal causa quedas de árvores, alagamentos e falta de energia
O pedido do vereador vem após o forte temporal que atingiu Campo Grande entre quarta (12) e quinta (13). A chuva de mais de 100 mm e ventos de 45 km/h derrubaram árvores e postes, alagaram ruas e deixaram bairros sem energia.
Ele apontou trechos críticos em várias regiões e destacou que tem recebido reclamações diárias de motoristas, motociclistas e usuários do transporte coletivo. “O cidadão desvia pra não cair em buraco. Isso não é normal. Precisamos de planejamento e de obras definitivas.”, disse o vereador.
Na Vila Célia, uma árvore caiu em frente à Escola Municipal Professor Luis Antônio de Sá Carvalho, bloqueou a entrada e derrubou um poste. “Estamos sem energia desde ontem à noite. Não há condições de ter aula”, disse o morador Antonio Pedro, 40.
Houve alagamentos nas Avenidas Abrão Júlio Rahe, Mato Grosso e Marinês Souza Gomes, próximo ao Damha. Na Euller de Azevedo com Ernesto Geisel, um motociclista quase foi arrastado e foi salvo por dois homens.
Parte do asfalto cedeu na Joaquim Murtinho, em frente ao Terminal Hércules Maymone. No Itanhangá Park, carros foram arrastados e a grade da praça entortou. Também houve queda de árvores em diversos bairros.
Na Comunidade Esperança, no Jardim Noroeste, casas foram invadidas pela água. O Córrego Segredo transbordou novamente na Ernesto Geisel, bloqueando vias. Outras ocorrências foram registradas na Rua Chaadi Scaff e na Praça Itanhangá.
Tavares pediu que o Executivo apresente um cronograma oficial de recapeamento e reforçou que não aceitará mais medidas paliativas. “O morador quer solução de verdade”.



