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Após prisão, Cezário pede afastamento da presidência da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul

O presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul, Francisco Cezário de Oliveira, preso na última terça-feira (21) na Operação Cartão Vermelho, apresentou um pedido de afastamento da direção da entidade.

Cezário estava a frente da Federação desde 1998 e após investigações que apuram desvios de mais de R$ 6 milhões da FFMS provenientes de recursos do Governo do Estado e da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), ele decidiu pediu licença das funções.

Conforme noticiado pelo Star Mídia News, Francisco Cezário de Oliveira e outros 6 foram detidos no âmbito da Operação Cartão Vermelho, que busca elucidar supostos crimes cometidos pelos envolvidos. A justiça determinou a prisão dos envolvidos e mais 14 de busca e apreensão em Campo Grande e Dourados.

As investigações apontaram que os membros da organização faziam saques de até R$ 5 mil de caixas eletrônicos, supostamente subtraindo recursos da instituição para uso próprio. A justiça investiga também outro esquema de corrupção de desvio de diárias de hotéis pago pelo estado em jogos do Campeonato Estadual de Futebol.

Segundo nota assinada por Cezário, na manhã desta segunda-feira (27), o pedido de afastamento vem para “preservar a FFMS, seus filiados e campeonatos de eventuais transtornos”. “Tudo com o objetivo de garantir a continuidade das atividades da Federação e respectivos campeonatos, sem prejuízo para conveniência das investigações e instrução processual”, diz o texto. 

A nota diz ainda que a “verdade dos fatos” será demonstrada nas investigações e do processo, “até que provado a total legalidade dos atos praticados como Presidente da Federação de Futebol deste Estado”, afirma a nota de esclarecimento. 

“Neste momento, o investigado deseja preservar a FFMS, seus filiados e campeonatos de eventuais transtornos, anunciando sua licença nos termos do Estatuto da FEMS, tudo com o objetivo de garantir a continuidade das atividades da Federação e respectivos campeonatos, sem prejuízo para conveniência das investigações e instrução processual”, conclui.

Os valores desviados podem somar mais de R$ 6 milhões no período de 2018 até 2023. Nos últimos 15 anos, a federação recebeu R$ 11,5 milhões de verba pública.