O presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul, Francisco Cezário de Oliveira, de 77 anos, foi preso na manhã desta terça-feira (21) no âmbito da Operação Cartão Vermelho, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).
Segundo apurou a reportagem, Cezário teria participado de esquema de corrupção que desviou R$ 6 milhões da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul. Ele ficou 28 anos como presidente da instituição.
Também foram alvos da operação, Francisco Carlos Pereira, Valdir Alves Pereira e Umberto Alves Pereira, sobrinhos de Cezário. Marcelo, filho de Umberto, respondia pelo setor financeiro da FFMS e teria sido preso também. Outros ainda não identificados também foram alvos.
Segundo o Ministério Público, foi identificado uma organização criminosa, “cujo principal objetivo era desviar valores, sejam provenientes do Estado de Mato Grosso do Sul (via convênio, subvenção ou termo de fomento) ou mesmo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), em benefício próprio e de terceiros”.
Conforme apurado, para fugir do radar dos órgãos fiscalizadores, o grupo realizava saques de “frente de caixa” de valores menores de R$ 5 mil das contas bancárias da Federação. Após os mais de 1,2 mil saques, que chegaram a ultrapassar o montante de R$ 3 milhões, o valor era dividido entre os investigados.
A justiça investiga também outro esquema de corrupção de desvio de diárias de hotéis pago pelo estado em jogos do Campeonato Estadual de Futebol. “Esse esquema de peculato estendia-se a outros estabelecimentos, todos recebedores de altas quantias da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul. A prática consistia em devolver para os integrantes do esquema parte dos valores cobrados naquelas contratações (seja de serviços ou de produtos) efetuadas pela Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul”, diz nota do Gaeco.
Diante dos indícios de corrupção, a justiça determinou a prisão de 7 dos envolvidos e mais 14 de busca e apreensão em Campo Grande e Dourados. Os valores desviados seriam de mais de R$ 6 milhões no período de 2018 até 2023. Nos últimos 15 anos, a federação recebeu R$ 11,5 milhões de verba pública.




























