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Após escândalo das fraudes no INSS, Carlos Lupi não resiste à pressão e deixa o Ministério da Previdência

Lula Marques/ Agência Brasil

Carlos Lupi (PDT) não resistiu à crise provocada pelo escândalo dos descontos ilegais em aposentadorias e deixou nesta sexta-feira (2/5) o cargo de ministro da Previdência Social. A saída foi confirmada após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que nomeou o ex-deputado Wolney Queiroz, atual secretário-executivo da pasta, como substituto.

A pressão aumentou depois da operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que investiga cobranças irregulares feitas por entidades diretamente na folha de pagamento de aposentados e pensionistas do INSS. A fraude foi revelada pelo portal Metrópoles e envolve mais de 60 mil processos judiciais contra 29 entidades que aumentaram em 300% seu faturamento em apenas um ano.

Lupi não foi citado nas investigações, mas ficou enfraquecido por manter no cargo o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, mesmo após a deflagração da operação. Stefanutto, indicado por Lupi, foi demitido no mesmo dia da ação da PF.

Nas redes sociais, Lupi disse que deixa o ministério por decisão própria e que apoia as investigações. “Espero que os responsáveis sejam punidos com rigor”, afirmou.

O novo ministro, Wolney Queiroz, é ligado ao PDT e era o número dois da pasta.