O Irã enfrenta uma onda de protestos que vem sendo contida pelas autoridades com reforço do policiamento e restrições severas à comunicação. Desde o início de janeiro, o acesso à internet permanece interrompido em grande parte do país, enquanto forças de segurança e a Guarda Revolucionária intensificaram patrulhamentos nas principais cidades. Segundo moradores, após semanas de confrontos, o governo conseguiu impor uma estabilidade considerada frágil.
Com o bloqueio digital, a fronteira de Kapiköy, entre o Irã e a Turquia, passou a ser uma das poucas vias para a obtenção de informações diretas sobre a situação interna. Pessoas que deixam o país relatam agravamento da crise econômica, com inflação elevada e desvalorização da moeda, fatores que contribuíram para o início das manifestações em 28 de dezembro. Além de comerciantes e trabalhadores informais, há registros de iranianos que cruzam a fronteira para acessar a internet ou buscar segurança fora do país.
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As autoridades iranianas confirmam cerca de 3 mil prisões relacionadas aos protestos. Organizações de direitos humanos, como a Iran Human Rights, apontam ao menos 3.428 mortos, enquanto outras estimativas indicam números mais altos, ainda sem confirmação independente. O governo afirma que as mortes envolveram confrontos com grupos classificados como violentos e nega responsabilidade direta, ao mesmo tempo em que promete o restabelecimento gradual do acesso à internet nos próximos dias.
Com informações do portal Metrópoles.



