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Adriane Lopes descarta reeleição e diz que foco é reorganizar a cidade

Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes. (Foto: Izaias Medeiros, CMCG)

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), afirmou nesta segunda-feira (2), durante a Sessão Solene Inaugural da Câmara Municipal, que não será candidata nas próximas eleições nem ao governo do Estado nem à Prefeitura, afirmando que essa condição lhe dá liberdade para adotar medidas consideradas necessárias para reorganizar as finanças e melhorar os serviços da Capital.

“Eu não sou candidata nas próximas eleições nem ao governo e nem ao município”, afirmou a prefeita, ao justificar que essa condição permite a **adoção de medidas necessárias para corrigir erros do passado sem o receio da impopularidade”. Em seu discurso, ela reforçou que 2025 foi dedicado a ajustes fiscais importantes para manter investimentos na cidade, mesmo diante de resistências e possíveis desgastes políticos.

A prefeita também destacou a aprovação de um plano de equilíbrio fiscal pelo Tesouro Nacional, afirmando que os ajustes feitos foram “duros, mas fundamentais” para garantir entregas nos próximos anos. “Todo reajuste traz impopularidade, toda medida dura traz impopularidade, mas eu não estou pensando na impopularidade, eu estou pensando nos resultados que nós vamos trazer para a cidade”, disse.

Medidas e pontos ressaltados

Entre as ações citadas por Adriane como parte da reorganização das contas públicas estão:

  • Cortes de gastos e redução do custeio da máquina pública

  • Revisão de contratos e despesas, como energia, água e combustível

  • Reorganização administrativa e redução do número de servidores

  • Reestruturação de secretarias que, segundo a gestão, estavam sem investimentos há décadas.

Ela também enfatizou a parceria com o governo do Estado e a bancada federal, apontando av anços em saúde, obras e educação, e destacou que a fila por vagas em creches caiu de cerca de 13 mil crianças para aproximadamente 1.600, com a meta de zerar a demanda ainda este ano.

Taxa do lixo, IPTU e finanças municipais

No discurso, Adriane voltou a defender a manutenção do veto do Executivo ao projeto que pretendia alterar a taxa do lixo, tema que deve ser votado pelos vereadores em sessão posterior, e explicou que os dados financeiros apresentados ao Legislativo reforçam a necessidade de arrecadação para custear serviços públicos.

Segundo ela, Campo Grande atualmente arrecada cerca de R$ 40 milhões por ano com a taxa, enquanto o custo do serviço chega a R$ 136 milhões, gerando um déficit que tem sido coberto por outros tributos — situação que, para a prefeita, precisa ser revista para garantir qualidade nos serviços.

Adriane também anunciou que a Prefeitura estuda a possibilidade de reduzir o IPTU na região central da cidade, como forma de incentivar a reocupação e estimular a atividade econômica no quadrilátero central.

Relação com a Câmara e perspectivas

Ao citar o relacionamento com o Legislativo, a prefeita lembrou que cerca de 90% dos projetos enviados à Câmara em 2025 foram aprovados, ressaltando a importância da parceria entre os poderes para viabilizar as mudanças propostas. Ela pediu que essa parceria continue, mesmo diante de divergências partidárias ou com a presença de uma oposição ativa.

“Estamos em um ano de grandes entregas para a cidade. Nós queremos contar com o Legislativo Municipal, respeitando a individualidade dos poderes, para que juntos nós possamos fazer grandes entregas para Campo Grande. Nós vamos deixar um legado de gestão para essa cidade”, afirmou ao encerrar o discurso.