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Aduana binacional em Porto Murtinho avança, mas operação plena da Rota Bioceânica pode ficar para 2028

Foto: Saul Schramm

A implantação do Centro Integrado de Controle de Fronteira da Rota Bioceânica, em Porto Murtinho, avança com a elaboração do projeto arquitetônico e a articulação entre Brasil e Paraguai. A previsão do governo paraguaio é liberar o acesso em seu território em fevereiro de 2027, enquanto a conclusão dos acessos brasileiros está prevista para o mesmo ano. O complexo será instalado em território brasileiro, próximo à ponte internacional sobre o Rio Paraguai, e deverá concentrar fiscalizações aduaneiras, migratórias, sanitárias e de segurança dos dois países.

O projeto, conduzido pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), prevê uma estrutura compartilhada para os órgãos brasileiros e paraguaios, com o objetivo de reduzir etapas burocráticas e facilitar o trânsito de cargas e passageiros. Apesar do avanço das obras da ponte, a operação comercial plena do corredor depende da conclusão dos acessos rodoviários e da estrutura de fiscalização. Em setembro de 2026, a Receita Federal estimou que o funcionamento integral poderá começar em 2028, em razão dos atrasos na infraestrutura brasileira.

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A consolidação do corredor também será discutida no VIII Fórum dos Territórios Subnacionais do Corredor Bioceânico de Capricórnio, marcado para 24 a 26 de novembro, nas cidades chilenas de Antofagasta e Mejillones. O encontro reunirá representantes do Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, com a apresentação do Plano Diretor de Integração e Desenvolvimento do corredor, elaborado com apoio técnico do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A agenda inclui debates sobre logística, comércio exterior, segurança, turismo e infraestrutura, temas considerados estratégicos para ampliar a integração regional e as oportunidades econômicas.

As informações são do portal Enfoque MS.