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Itália mobiliza 1,8 mil agentes em Milão após saques e confrontos

Foto: Alessandro Bremec / Reprodução

A Itália reforçou a segurança em Milão neste sábado (24) diante do risco de novos episódios de violência durante manifestações motivadas pela insatisfação com o custo de vida e as dificuldades econômicas. O esquema prevê cerca de 1,8 mil policiais, carabineiros e militares, incluindo 500 soldados mobilizados pelo governo para proteger áreas comerciais, locais estratégicos e regiões de grande circulação.

A medida foi adotada após confrontos e saques registrados nos dias 17 e 18 de outubro, quando grupos depredaram estabelecimentos comerciais e entraram em conflito com as forças de segurança. A vigilância foi ampliada no centro da cidade, nas proximidades da Catedral de Milão e em estações ferroviárias. As operações também incluem o uso de drones, o monitoramento de convocações pelas redes sociais e buscas para localizar materiais que possam ser utilizados em atos violentos. Comerciantes, por sua vez, instalaram proteções nas vitrines e anunciaram mudanças no horário de funcionamento.

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As manifestações também refletem preocupações com os altos custos de moradia, os baixos salários e a falta de perspectivas para os jovens. A primeira-ministra Giorgia Meloni anunciou o endurecimento das medidas contra atos violentos, com ampliação de punições e previsão de responsabilização financeira dos pais por danos causados por filhos menores, conforme a legislação. Enquanto o governo defende as medidas como forma de proteger pessoas e patrimônios, críticos alertam para possíveis restrições ao direito de manifestação. Outras cidades italianas também se preparam para mobilizações neste sábado.

As informações são do portal Metrópoles.