Campo Grande não registra casos de sarampo desde 2020, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). No entanto, a cobertura da vacina Tríplice Viral chegou a 78,53% do público-alvo em 2026, percentual inferior à meta de 95% recomendada pelas autoridades de saúde para reduzir o risco de circulação do vírus. A superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, alerta que o índice atual não oferece proteção coletiva suficiente para conter uma possível disseminação da doença.
O cenário internacional também preocupa. Até 3 de outubro de 2026, foram contabilizados 55.792 casos de sarampo e 77 mortes em 17 países das Américas, de acordo com os dados citados na divulgação. Conforme o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), esse é o maior número anual de registros na região em mais de 35 anos. No Brasil, até 5 de outubro, foram confirmados 52 casos importados em 2026, sendo 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro.
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Para reduzir o risco de reintrodução do vírus, a Sesau orienta a população a verificar a caderneta de vacinação e atualizar as doses pendentes, especialmente entre crianças e adolescentes. A vacina Tríplice Viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é oferecida gratuitamente nas Unidades de Saúde da Família (USFs) de Campo Grande. Altos índices de imunização são fundamentais para dificultar a transmissão e prevenir novos surtos.



