O canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que possui mais de 4 milhões de inscritos, foi retirado do ar na noite de terça-feira (13), por determinação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques. A medida ocorreu após questionamentos apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) sobre a regularidade da ferramenta durante o segundo turno das eleições de 2026.
Na terça-feira (13), Nunes Marques reconheceu que a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia registrado o endereço do canal na Justiça Eleitoral. Apesar disso, o ministro determinou o cumprimento do prazo de 48 horas previsto nas regras eleitorais antes da retomada das atividades. Coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o canal divulga vídeos, áudios e orientações a apoiadores do presidente. A campanha petista, porém, afirmou que o registro não significa assumir a administração da ferramenta nem reconhecer que ela integra oficialmente a propaganda eleitoral da candidatura.
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O caso também gerou divergências no TSE. O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, defendeu que a questão fosse analisada pelo plenário do tribunal. Após a suspensão, Janones criticou a decisão nas redes sociais, negou que o canal tenha divulgado notícias falsas e questionou uma possível relação entre a medida e a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1. Até o cumprimento do prazo estabelecido, a ferramenta permanece impedida de retomar suas atividades.



